A floresta que ensina botânica em Cartagena
No domingo, 22 de março, José Marín adentrou o bosque da Fundación Loros acompanhado de um grupo de estudantes de Botânica da Universidad de Cartagena. A trilha foi os recebendo aos poucos: primeiro a sombra espessa de uma árvore de galhos abertos, depois o túnel verde que a vegetação forma sobre o caminho de terra, com a luz do sol se insinuando entre a folhagem e desenhando manchas douradas no chão. Ao fundo, as colinas seguiam cobertas daquele verde que não pede licença.
Enquanto avançavam, o grupo foi nomeando o que a mata lhes mostrava: zarza enredada nas bordas do caminho, lianas suspensas com aquela paciência lenta que têm as plantas trepadeiras. José reportou que havia muito mais espécies de importância botânica na área — o inventário mal havia começado quando enviaram a última mensagem: ainda estavam lá dentro, buscando.
Há algo que vale a pena numa aula de campo que não termina na hora certa porque o bosque tem mais a oferecer. Foi isso o que aconteceu naquele domingo na reserva: o santuário cumpriu seu papel sem anunciá-lo, e os estudantes foram embora com as mãos cheias.