Carlos e o espinhoso habitante das alturas
Entre o emaranhado de galhos e lianas que forma o dossel da floresta úmida do santuário, Carlos ergueu o olhar e se deparou com um visitante inesperado: um puercoespín arbóreo acomodado nas alturas, tão quieto e bem camuflado entre a vegetação que quase passava por mais um nó na madeira. Fotografou-o com cuidado, sem perturbá-lo, e o animal nem se mexeu.
O puercoespín arbóreo — conhecido também como coendú — é um daqueles mamíferos noturnos que passam o dia enrolados entre os galhos, confiando em que seus espinhos e sua paciência os tornem invisíveis. Desta vez, a estratégia quase funcionou. Quase.
É a primeira vez que registramos a presença desta espécie no santuário, o que nos lembra que as 520 hectares da Fundación Loros ainda guardam muitas surpresas entre sua folhagem.