O B173 cruzou a tela em direção à mata
Neste 22 de abril, Alejandro percorreu as trilhas do santuário com a câmera ao ombro, e a jornada lhe ofereceu de tudo. O momento mais significativo aconteceu no aviário #1: o loro amazónico B173 FL-VN foi solto. Antes de partir, a ave pousou tranquila sobre uma barra metálica, com seu medalhão verde pendurado ao pescoço — como se soubesse que era a última fotografia dentro da tela. Depois, a mata.
A poucos passos dali, o B214 FL-VN segue seu próprio calendário. Verde com manchas amarelas na cabeça e vermelhas nas asas, este indivíduo observa o mundo a partir de seu recinto enquanto avança na reabilitação — ainda não é hora, mas a plumagem já diz tudo. Mais adiante no percurso, dois loros amazónicos repousavam sobre uma plataforma de madeira elevada entre a espessura da vegetação, alheios ao movimento, como se já fossem donos daquele lugar há semanas.
No fundo de uma das trilhas, pendurada a uma estrutura metálica entre a folhagem, uma caixa nidal aguarda. A luz da tarde se filtrava entre as árvores quando Alejandro a fotografou: silenciosa, pronta, instalada para quando alguém decidir que aquele canto também pode ser lar.