← Diário Fundación Loros

O tapete rosado de El Paraíso

Na entrada da fazenda El Paraíso, um velho carvalho tem o hábito de receber os visitantes da única maneira que conhece: esvaziando-se inteiro sobre o caminho. Suas flores rosadas cobrem a terra desde o primeiro passo, e a trilha deixa de ser trilha para se tornar algo que Angélica Cecilia chama, com toda a razão, de seu tapete rosado. Não há aqui uma boas-vindas que se anuncie. Ela chega sozinha, suave, como chega a brisa que desce do lago onde as árvores floridas se contemplam na água verde. As buganvílias ardem em fúcsia e roxo às margens do caminho, e tudo junto — a cor, o cheiro de terra úmida, o roçar do vento no rosto — produz em quem entra uma sensação difícil de explicar, mas fácil de reconhecer: a de ter chegado a algum lugar que já esperava por você. Essa é a magia do santuário. Não se anuncia, não se busca. Está ali desde sempre, guardada entre as pétalas do carvalho e o reflexo quieto do lago, esperando por cada visitante que se atreva a cruzar o limiar de El Paraíso.
Foto de campoFoto de campoFoto de campoFoto de campoFoto de campoFoto de campo
🌿 Flora
buganviliaroble
Sugerir melhoria