Sombrerito e as mamonas maduras do aviário
No meio da tarde, perto dos aviários #1 e #2 da Fundación Loros, Omar Enrique Berdugo Cabeza viu chegar o primeiro: um papagaio verde que pousou numa mamoeira e começou a bicar a polpa alaranjada de um fruto maduro. Antes que Omar pudesse terminar de observá-lo, já eram três os papagaios disputando o banquete, e um pica-pau havia se juntado também à festa. A cena foi tão clara que a equipe começou a falar todos a mesma coisa: plantar mais árvores frutíferas por toda a área.
Enquanto Omar fazia o registro fotográfico da cena, quem o acompanhava de perto era Sombrerito, papagaio identificado com a medalha B12, que andava pelo seu próprio caminho explorando os arredores. Em determinado momento, Omar o viu parar diante de um fruto de balsamina — aquela fruta de polpa amarela com sementes vermelhas por dentro que os camponeses conhecem pelo sabor doce e peculiar — e se pôr a comer com toda a calma do mundo, como se fizesse isso há anos.
Ao todo, quatro fotografias e cinco vídeos ficaram como testemunho daquela tarde: papagaios silvestres sobre as mamonas, um pica-pau de visita e Sombrerito saboreando sua balsamina sob o sol da reserva.