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Seis tartarugas e uma garça no Lago 1

Carlos Andrés Matas Contreras saiu a campo naquela tarde com os binóculos no pescoço e voltou com as mãos cheias. Seu primeiro achado foi uma iguana solitária entre a vegetação da finca Los Guardianes, setor Valle Verde — quieta, como se esperasse há horas que alguém a descobrisse. Dali, o caminho o conduziu até o Lago 1 da finca El Paraíso, onde a tarde começou a revelar o que guardava. No cabo elétrico à beira do lago, dois martins-pescadores de tons azul-esverdeados e laranja descansavam tranquilos como se o fio de sempre fosse um galho de sempre. Mais abaixo, na margem, Carlos Andrés chegou a contar cerca de seis tartarugas tomando sol — mas ao se sentirem descobertas, mergulharam na água uma atrás da outra antes que ele pudesse vê-las direito. A última cena do dia foi um presente: uma garça caçando peixes com a paciência e a precisão de quem passou a vida inteira aprendendo a fazer isso. Quatro registros, um único percurso, e tudo documentado com fotos e vídeos captados através dos binóculos. Foi assim que chegou o relatório de Carlos Andrés: enxuto, direto, com o lago ainda vivo entre as palavras.
Foto de campo
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